segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Lílian Em Busca da Verdade
Capítulo 1: O AVISO
Era tarde, Lílian estava em seu quarto relembrando os bons momentos que tinha passado junto com sua mãe. As lembranças eram tantas que ela não suportou, quando percebeu já estava com lágrimas nos olhos.
— Chorando de novo Lílian? — Seu pai acabara de entrar no quarto.
— Se eu descobrir quem foi, sou capaz de matar! — Lílian enxugou as lágrimas dos olhos.
— Não diga isso filha! — Disse-lhe seu pai sentando-se ao seu lado.
— Por quê?! ! — As lágrimas voltaram aos seus olhos.
— Calma filha! Sua mãe está nos cuidando lá de cima! — Disse-lhe tentando acalmá-la.
— Por que as pessoas são tão cruéis? — Ela pergunta.
— Não sei filha, não sei. — Diz ele.
— Você tem que ir dormir, pois amanhã começam suas aulas.
— Está bem, já vou.
— Boa noite pai.
— Boa noite filha. — Disse-lhe dando um abraço forte.
— Dorme com os anjos, dorme com sua mãe! — Ele saiu do quarto encostando a porta.
Lílian colocou o pijama, deitou e se cobriu com as cobertas, pois lá fora estava ventando bastante.
— Acho que vai chover. — Ela disse olhando pela janela.
Levantou-se e foi até a janela. Lá fora, o tempo estava feio, iria chover.
Olhou para o céu e disse:
— Hoje não tem estrelas, mamãe adorava olhar as estrelas...
— Mas eu juro mãe, pelas suas lembranças, por tudo que vivemos juntas esses quinze anos, que eu vou procurar quem te envenenou, e, quando encontrar eu vou...
Não, ela não sabia o que ia fazer. Por isso voltou para a cama e adormeceu.
* * *
— Mãe?! ! — Sua mãe estava sentada ao seu lado em sua cama.
— Lílian, filha, você precisa me escutar! Não tenho muito tempo.
— Eu te amo mãe. — Disse ela abraçando sua mãe.
— Eu também te amo, mas você precisa me escutar. Você tem que tomar muito cuidado com a Kr...
— Com quem mãe? — Mas sua mãe já tinha partido.
Lílian ouviu passos lá fora, alguém estava na janela de seu quarto.
— KARLA, KARLA! ! ! — Gritou uma voz de mulher, arranhando a janela.
Então, uma energia muito forte e diferente pairou no ar. Lílian acordou, toda molhada de suor.
— Foi só um sonho, só um sonho. Não tem ninguém na janela. — Disse olhando para a janela.
Lílian se recuperou do susto e olhou a hora. Três horas da madrugada. — Ela se cobriu e voltou a dormir.
* * *
— Nossa Lílian! Já está preparando o café? — Perguntou seu pai entrando na cozinha.
— Sim, não quero chegar atrasada no primeiro dia de aula.
— O que você preparou para o café?
— Ovo, torradas e café com leite. — Esse era o café que sua mãe preparava todos os dias.
— Pai, eu sonhei com a mãe. Ela disse para eu tomar cuidado com Kr...
— Quem?
— Ela não terminou de falar.
— Às vezes pode ser um aviso.
— De repente a cena mudou completamente, e uma mulher horrível apareceu arranhando a janela e gritando o nome da mamãe.
— E você acordou toda assustada, não é?
— É, verdade.
— Terminei o café, vou escovar os dentes. — Lílian saiu da mesa e foi até o banheiro.
Quando entrou no banheiro, Lílian sentiu a presença de alguém estranho ali. Quando abriu a torneira o rosto de uma mulher se formou na água. Era morena, tinha cabelos negro e olhos azuis, sua expressão era de ódio e desprezo, por um segundo aquilo pareceu real e a única reação que teve foi de pavor:
— AHHH! ! !
— Que foi, que foi Lílian ?! ! — Seu pai entrou no banheiro, assustado.
— O rosto de uma mulher se formou na água!
— Mas não tem nada aqui... Você está bem?
— Eu juro que tinha alguém ali!
— Não, não tem. Agora se apresse que tenho que ir à empresa.
Lílian olhou novamente para a torneira e obedeceu seu pai.
* * *
— Tchau pai, estou indo. — Lílian disse beijando-o no rosto.
— Tchau, boa aula filha.
— Obrigado, boa sorte na empresa.
— Se cuida.
— Pode deixar.
Lílian saiu, o céu estava nublado, caminhou depressa, o mesmo caminho que percorria todo ano. Primeiro passou pela farmácia, depois pela padaria onde pode sentir o doce aroma dos bolinhos de Mariane.
Chegando ao colégio, procurou a sala em que iria estudar esse ano, encontrou vários amigos e professores. Na sala vários rostos conhecidos, alguns nem tanto, uma garota chamada Lorena chamou a atenção de Lílian. A professora de Química logo chegou, depois o de Matemática e em seguida o de Português.
Quando a aula acabou, Lílian teve um pressentimento ruim. Já na rua, deixando o portão do colégio para trás, começou a andar e percebeu que alguém estava seguindo-a. Apressou o passo e quem estava atrás dela também o fez. Um forte medo se apoderou dela como nunca antes havia sentido, começou a tremer e suas pernas ficaram bambas, arranjou forças sem saber de onde e correu o mais rápido que pode, começando assim uma longa perseguição.
Ela passou por uns depósitos antigos, sem saber para onde estava indo Lílian entrou numa rua sem saída, se desesperou, mas não havia o que fazer, fim da linha, estava perdida.
— PARE, PARE! ! ! — Gritou uma voz de mulher.
Virou-se para ver quem era essa mulher, seu coração batia, batia rápido.
— VOCÊ?! ! — Lílian estava espantada, era a mulher que aparecera na pia de seu banheiro.
— O que você quer comigo? — Lílian perguntou.
— EU QUERO O SEU PODER! ! !
Um poder sobrenatural jogou Lílian com força, que bateu contra um carro e caiu no chão.
Estava desmaiada, com a cabeça sangrando.
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*-----* ta ficando legal = )
ResponderExcluirObrigado. *---*
ResponderExcluirUma otima obra
ResponderExcluirObrigado Mateus
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